segunda-feira, 13 de março de 2017

Vocação religiosa

Sim, eu sei, faltava num blog para mulheres algo sobre vida religiosa.
Fazia tempo que queria trazer pra vocês algo relacionado a isso, mas sempre me achava incapaz. Até que tive a ideia de gravar com as irmãs da Fraternidade O Caminho.
Mas esse vídeo demorou... contratempos e correrias à parte, depois de 2 anos saiu!!!

E como foi lindo!!!

O dia que deu certo para a gravação foi no mesmo dia que a Vanessa e a Victória estavam indo para o noviciado e a Mariana estava chegando, a casa estava cheia, clima de alegria e despedida. Mas não podíamos deixar de gravar pra você princesa que acompanha nosso blog e que está em dúvida sobre sua vocação.

Assista, se inscreva e compartilhe:







Algumas fotos:


A Vanessa e a Victória já estão no noviciado, olha que lindas essas princesas!!!




Vanessa

Victória

Mariana




sábado, 4 de março de 2017

Por que a Igreja é tão cruel com os divorciados?

Estava assistindo um vídeo de duas psicólogas que trabalham com mulheres que estão em sofrimento pela separação. Elas estavam contando sobre as experiências próprias e dos diversos atendimentos nessa área. Quando uma delas diz:
- Eu era católica, e por isso sofri mais ainda na minha separação, porque a Igreja é cruel com quem separa e então me culpei muito por não estar obedecendo a Igreja. Optei por enfrentar essa dor e sair da Igreja.

Fiquei pensando nas milhares de mulheres que assistindo aquele vídeo, no momento de sua dor, também acreditam nessa "crueldade" da Igreja, e por não saberem a verdade abandonam.

Primeiro precisamos entender uma radicalidade:
A radicalidade do sacramento do matrimônio nos é ensinada por Jesus quando Ele reafirma a união do homem e da mulher dentro do plano de Deus. O mundo moderno não gosta muito de falar na radicalidade dessa opção, pois é um mundo que vive de experiências superficiais e transitórias. Acontece que o amor humano não tolera o ensaio. Exige o dom total e definitivo das pessoas entre si.
O mundo precisa descobrir a verdade de que toda opção supõe e exige uma exclusão, por mais dolorosa que seja essa radicalidade. Não dá mais para ficar brincando de amor. O amor responsável ensina que a liberdade pessoal morre no exato momento em que fazemos uma opção. Ninguém é obrigado a optar por essa ou aquela vocação. Cada um é livre até optar A opção gera vínculo de responsabilidade.
O que Deus une nada e ninguém tem o poder de separar. O matrimônio precisa ser compreendido como viagem sem volta. Jesus deixou isso bem claro. A Igreja se mantêm fiel ao Evangelho e não tem outra opção que a de ensinar e viver essa radicalidade. [1]

Entendendo essa radicalidade que Jesus nos ensina e por isso a Igreja vive, vamos entender outra questão: a sexualidade!

Tem uma regra também bíblica que vale para TODOS os cristãos: não é possível realizar atos sexuais fora do santo matrimônio.
Muitos questionam a Igreja, dizendo: mas os ex-padres podem se casar, comungar e os divorciados não.
Veja, o matrimônio é um sacramento, algo que veio de Jesus, ou seja, a Igreja não tem poder para desfaze-lo. Já o celibato sacerdotal é uma promessa feita à Igreja. Sendo assim, ela tem o poder para dispensá-lo da promessa.
O Senhor colocou o ato sexual protegido dentro do sacramento do matrimônio, e quando você se separa e entra em outro relacionamento está violando a fidelidade conjugal.

Entendido tudo isso, fica mais claro porque a Igreja diz: NÃO, ao divórcio.

Mas e aí, como ficam os divorciados que por algum motivo já estão nessa situação de segunda união.

A Igreja acolhe a todos! E não é cruel com você!
Em várias paróquias existe trabalho especial com as famílias de segunda união.
Temos os Tribunais Eclesiásticos que existem para, na maior parte dos casos, averiguar se aquele matrimônio realmente aconteceu.

Por que então os divorciados em segunda união não podem comungar?
 As pessoas repetem, muitas vezes, que a Igreja não tem o direito de "julgar", como se, negando a Eucaristia aos recasados, ela estivesse os condenando ao inferno. Mas, na verdade, a Igreja nunca fez esse tipo de raciocínio. Quem diz se uma pessoa vai ou não para o inferno é Deus, somente. A única coisa que a Igreja diz é: alguém em estado objetivo de pecado mortal não pode receber Jesus Eucarístico. O que vai condenar ou salvar uma pessoa, por outro lado, é a sua situação subjetivamente considerada – que só Deus pode avaliar. Como diz um documento de 1994, da Congregação para a Doutrina da Fé, "esta norma não tem, de forma alguma, um caráter punitivo ou então discriminatório para com os divorciados novamente casados, mas exprime antes uma situação objetiva que por si torna impossível o acesso à comunhão eucarística". E ainda: "Na ação pastoral, dever-se-á realizar todo o esforço para que seja bem compreendido que não se trata de nenhuma discriminação, mas apenas de fidelidade absoluta à vontade de Cristo que restabeleceu e de novo nos confiou a indissolubilidade do matrimônio como dom do Criador".[2]
Não se trata de crueldade, a Igreja só não pode desdizer Jesus!



Beijos...
Paz e bem

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Meu insta: @fabiana_meloribeiro


1- Livro Famílias restauradas (Padre Léo)
2- Site Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/episodios/a-respeito-da-recepcao-da-comunhao-eucaristica-por-fieis-divorciados-novamente-casados
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