quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Submissa, eu???

O feminismo nos trouxe a ideia que o cristianismo coloca a mulher numa posição inferior, e usam textos bíblicos (tirados do contexto) para comprovar isso.
Eu como cresci sob essa influência não aceitava nem pensar em me submeter a um homem no matrimônio, e pensava que a Bíblia estava errada.
Toda vez que lia esses versículos (Efésios 5,22-24) eu negava:
As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos.
E a submissão da mulher ao marido consta em várias outras passagens:  Col 3,18 / Tito 2,5 / I Pe 3,1 / I Pe 3,5 / ICor 14,34
Até que um dia eu criei coragem e fui estudar a verdade da submissão!

Primeiro é preciso entender o que significa a submissão bíblica: sub-missão, estar sob a missão. E qual a missão principal do marido???
Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (Ef 5,25)Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Ef 5,28)
A submissão não tem nada a ver com escravidão ou opressão.
Hoje consigo sentir a submissão como uma proteção. Mas como assim?  

São Paulo em Efésios compara a submissão da esposa como a da Igreja a Cristo, basta pensarmos no que é Jesus para a Igreja: líder, chefe, amoroso, servo, amigo, fiel.
Não há dificuldade em se submeter a Cristo, pois estar debaixo dessa missão é para nós Igreja sentido de vida e proteção.
Assim deve ser nossa submissão ao marido.

Percebi então que minha missão de me submeter é muito menor e mais fácil do que a do meu esposo, que tem a MISSÃO de me amar como Cristo amou a Igreja.

Quando entendi isso percebi o quanto sou cuidada e protegida por causa dessa instrução.

Mas entenda bem: o marido não é o patrão da esposa e sim o cabeça! Santo Agostinho chama de: a ordem do amor.
Eu amo meu marido, porque o amo, respeito e ele a mim. Então por causa do reconhecimento desse amor assumimos a ordem que o Senhor nos deixa que é: marido = cabeça, mulher = coração. Somos iguais em dignidade, porém diferentes em nossos papéis na família.

Como funciona tudo isso na prática? O marido manda em tudo? Qual a minha posição nas decisões do lar?

Na prática as decisões são tomadas em conjunto, mas nunca tomo a frente, sempre espero o direcionamento dele. Desde a administração financeira até o meu trabalho de evangelização.
Tudo que eu quero comprar (mesmo que seja com meu dinheiro) falo com ele, ouço o que ele tem a dizer e ele fala comigo na maioria das vezes, pois eu lido melhor com o dinheiro.
Eu nunca saio para pregar sem antes falar com ele e pedir autorização e intercessão.
Quando o assunto é nossos filhos procuramos ao máximo andar juntos, como um time. Um não tira a autoridade do outro, porém, os meninos sentem a liderança do pai, o que resulta numa obediência imediata a ele.
Eu não obedeço cegamente a tudo, quando vejo que ele está agindo errado, falo, contesto. Mas sempre no amor, assim como ele faz comigo.

No dia a dia eu que resolvo as coisas para o andamento da família, e as decisões mais importante vem dele. Com isso eu me sinto protegida.

Mas nem sempre foi assim...

Eu fui muito autoritária e para voltar ao meu lugar de segurança e submissão gastou tempo. Quando tomei o lugar dele, automaticamente ele se acomodou e essa posição me pesava. Até que um dia (entendendo a Palavra do Senhor) resolvi devolver a ele a missão de cabeça. Este processo foi longo e difícil (um dia conto pra vocês), mas vencemos! Aliás luto até hoje para não voltar a ser aquela mulher.

E quando o marido não cumpre com seu dever? E se ele é um viciado, alcoólatra, ou adúltero e vagabundo?
O grau e o modo desta sujeição da mulher ao marido pode variar segundo a variedade de pessoas, dos lugares e dos tempos; e até, se o homem faltar ao seu dever, compete à mulher supri-lo na direção da família. (Carta Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI, 1930)
Se o homem falta com o dever dele, você não é obrigada a submeter. A submissão ao marido não deve ferir sua dignidade de mulher e filha de Deus. Tem marido que usa da sua autoridade para humilhar, ferir, impor suas loucas vontades, aí ele não está amando, respeitando e nem se sujeitando a esposa no temor do Senhor como pede a Palavra.

Como nos ensina Papa Pio XI o grau da submissão varia de acordo com as pessoas, aqui deixei pra vocês um pouco de como funciona pra mim. Cabe a vocês discernirem a melhor forma de viver a verdade da Palavra do Senhor. Lembrando sempre que acreditamos em Cristo, na Sua Palavra e na Igreja. E não há nada melhor do que viver isso!

A submissão ao marido é um lugar de honra, cuidado, proteção e amor para conosco!

Experimente essa benção!!!!

Paz e bem...




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