quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sou divorciada, posso comungar?

Recebi uma pergunta muito complexa que dividirei em duas partes.

A primeira pergunta é:

Meu marido foi embora de casa, lutei muito pelo meu casamento, mas não teve jeito... acabou. E agora como fica minha situação na Igreja? Posso comungar?

Resposta:

Vamos entender primeiro o que é o divórcio para a Igreja, ou seja, para todos nós católicos:

§2384 - O divórcio é uma ofensa grave à lei natural. Pretende romper o contrato livremente consentido pelos esposos de viver um com o outro até a morte. O divórcio lesa a Aliança de salvação da qual o matrimônio sacramental é o sinal. O fato de contrair nova união, mesmo que reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura; o cônjuge recasado passa a encontrar-se em situação de adultério público e permanente:
Se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra.

Para o seu caso a Igreja diz:

§2386 - Pode acontecer que um dos cônjuges seja a vítima inocente do divórcio decidido pela lei civil; neste caso, ele não viola o preceito moral. Existe uma diferença considerável entre o cônjuge que se esforçou sinceramente por ser fiel ao sacramento do Matrimônio e se vê injustamente abandonado e aquele que, por uma falta grave de sua parte, destrói um casamento canonicamente válido.

Portanto irmã, no seu caso, você é a vítima inocente do divórcio, e pode SIM COMUNGAR!!!!
Se um dia resolver se casar (civilmente) novamente passa a viver em adultério e não poderá mais comungar.
Aí vem a questão tão falada e criticada: A pessoa divorciada não tem mais o direito de ser feliz? De encontrar alguém e formar uma família?

O conceito de felicidade precisa ser visto de outra forma....Quem disse que não posso ser feliz sozinha? Quem disse que só os casados são felizes? Quem disse??? 
Conheci uma pregadora que é divorciada, vive a castidade, e não é infeliz. Ela mora sozinha mas não vive sozinha, tem uma vida ativa na Igreja, tem amigos, filhos e sua família. e não é infeliz! Pelo contrário, um dia ela me disse:
Infeliz eu seria se vivesse em adultério, eu prefiro o paraíso!!!

A Igreja não deixa de lado aquele que decide formar outra família, e acolhe com amor seu filhos:
§1651 - A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:

Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus.

Eu sempre aconselho quem passa por uma situação dessa, procurar a Igreja, um sacerdote que possa lhe aconselhar e averiguar se de fato houve o matrimônio, pois muitas vezes pode-se recorrer a nulidade. 

Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério": Mc 10,11-12

Espero ter ajudado!
Paz e bem...






quarta-feira, 20 de maio de 2015

O papel da mulher - vídeo

Oi princesas,

Tivemos a graça de conduzir um retiro para mulheres em Cornélio Procópio no Paraná nos dias 02 e 03 de maio.
Quero contar todas as bençãos pra vocês, mas hoje venho compartilhar a primeira pregação, com o título: O PAPEL DA MULHER.
Falo sobre a missão da mulher de vigia do lar, de esposa e mãe, denuncio também os males e consequências do feminismo implantado hoje em nossa maneira de agir.
Uma pregação voltada para mulheres casadas, mas que todas nós podemos aprender um pouco mais da vontade do Senhor para nossas vidas.

Assista e compartilhe:

Paz e bem...


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Que rótulos você tem? Quais tem colocado?

Deus nos dotou de um poder: a comunicação pela fala!
Esse poder pode edificar ou matar.

Morte e vida estão à mercê da língua: os que a amam comerão dos seus frutos (Provérbios 18,21)

A tempos o Senhor vem me alertando sobre erros que cometo ao falar. Por exemplo:
Olhar no espelho e dizer: "nossa, você está feia!" "que cabelo feio esse hoje!" etc...
Para o marido: "você nunca cumpre o que promete!" "não me ama mais!" "não toma atitudes!"etc...
Ao receber o salário do mês: "esse dinheiro não dá pra nada!"
Para os filhos: "esse(a) menino(a) é arteiro(a)!" "esse(a) é impossível!" "você é um chato!" etc...

Tem gente que faz pior, coloca rótulos ainda mais marcantes, pessoas que deveriam incentivar, levantar e edificar matam com palavras, e isso acontece principalmente na infância!

Meu filho teve uma professora que gostava de colocar rótulos nas crianças, nas reuniões ela dizia: o fulano é isso, ou aquilo, e sempre ressaltando os defeitos deles.
Um dia ela me disse que o Léo era desatento, não levava nada a sério e não iria evoluir. Na mesma hora eu repreendi em nome de Jesus aquele rótulo que ela tentava colocar no meu filho.
Eu disse: ele não é assim, em nome de Jesus, ele está assim e vamos descobrir o motivo.
Então ela insistiu e o comparou com o meu outro filho Gabriel, outra coisa que não admito.
E respondi: eles são diferentes e nada de comparações.

Sou mãe e sei que é muito difícil fazer silêncio e pensar antes de falar. Mas é preciso! Pois a morte e a vida estão à mercê da língua.

Um dia eu estava corrigindo o Léo, e ele me disse: "eu sou arteiro!" Fiquei um tempão pensando no rótulo que colocamos nele. Que peso é esse?! Por que colocamos essa característica negativa nele?!
Eu repeti várias vezes: Você NÃO é arteiro! E comecei a ressaltar as qualidades que ele tinha: Você é inteligente, prestativo, criativo, amoroso, cavalheiro, forte, tem potencial para ser um grande servo de Deus!
Pois me lembrei que a vida estava na minha língua, e precisava liberar pra vida dele a verdade!

Vamos juntas mudar nossa maneira de agir diante das situações, vamos profetizar na vida de nossos filhos, alunos, maridos. Ao invés de levar a morte, vamos levar a vida!

Outra historinha minha...

O Gabriel era um menino muito tímido e não conseguia enfrentar conflitos simples. Então o Senhor me fez lembrar de quando ele se afogou.
Contei pra ele que quando ele se afogou, soube mesmo bem pequeno enfrentar o trauma e hoje com 9 anos sabe nadar muito bem. Nunca, apesar do afogamento que sofreu com 3 anos, teve medo ou trauma de água.
Ele se sentiu um vitorioso e conta essa história pra todo mundo.

Toda vez que ele tem medo, ou tem alguma dificuldade que precisa enfrentar sozinho eu digo: Um afogamento não pode te parar! Você sabe nadar!!!

Quero dizer a você que carrega rótulos pesados, por causa de familiares sem discernimento, traumas da vida, por causa de relacionamentos destrutivos: NÃO PARE NO AFOGAMENTO! VOCÊ SABE NADAR!!! TEM POTENCIAL PARA SER UMA GRANDE SERVA DO SENHOR!!!

Libere a vida pra você mesma, e para quem Deus te confiou! Profetize!

O falador fere com golpes de espada; a língua dos sábios, porém, cura. (Prov 12,18)

Deus nos ajudará!

Paz e bem...








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