quinta-feira, 23 de abril de 2015

Posso comungar mesmo não vivendo castidade no namoro?

Recebi a seguinte pergunta:

Tenho uma vida sexual ativa com meu namorado, namoramos a algum tempo e optamos por viver assim. Eu vou à Missa e comungo sempre, é para mim fonte de sustento e força, porém, ouvi dizer que não posso comungar. Como assim, a Igreja me proíbe de comungar porque não vivo castidade no namoro? A comunhão não é para os pecadores?

O sacramento da Eucaristia é o maior de todos os sacramentos, porque, “ao passo que nos outros sacramentos está contida uma certa virtude instrumental participada de Cristo, nele está contido o próprio Cristo substancialmente" (São Tomás de Aquino)

Comungamos o CORPO E SANGUE de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é simplesmente uma força ou um sustento. Muitos tem uma visão distorcida do que de fato é a Eucaristia, de sua importância e finalidade.

Olha só o que nos diz a Palavra de Deus:
Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. (I Cor 11, 27-29)

A Igreja então define os pecados mortais e os veniais, para que eu não comungue minha própria condenação. Os pecados veniais não podem me afastar da comunhão, o Papa Francisco disse:
"a Eucaristia não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos"
O pecado venial é aquele que nos enfraquece, portanto, a Igreja não quer negar a comunhão aos pecadores, e nem poderia, mas no caso de pecado mortal (grave) a Igreja nos instrui a recorrer antes a confissão, pois o nome já diz, ele é mortal:

Quem está consciente do pecado grave não comungue o corpo do Senhor sem fazer antes a confissão sacramental. A não ser que exista causa grave e não haja oportunidade de se confessar. (Código de direito canônico 916)
Segundo o mandamento da Igreja, todo o fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano. Aquele que tem consciência de haver cometido um pecado mortal, não deve receber a sagrada Comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição, sem ter previamente recebido a absolvição sacramental; a não ser que tenha um motivo grave para comungar e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor. (Catecismo da Igreja nº 1457)

Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos dez mandamentos: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio, etc. é algo que nos deixa incomodados.
Quando faço sexo antes do casamento estou pecando contra castidade, contra o sexto mandamento, portanto, É PECADO GRAVE, MORTAL.

Percebo que você está incomodada com o pecado, por isso, fez essa pergunta. O Espírito Santo está te alertando, e no amor venho te dizer:
Saia desse pecado, convide seu namorado experimentar o livre amor no namoro. Olhe para Sagrada Comunhão não somente como um sustento, olhe como o grande sacrifício de Jesus, veja o corpo do nosso Senhor, é impossível que seu coração não se encha de temor e amor!
E procure confissão. Não permita que o pecado te afaste de Cristo, lute, sinta a alegria que vem do sacramento da confissão. Experimente essa liberdade!
Quando o Senhor diz "não" para algo é porque aquilo nos mata, o "não" de Deus é para nos proteger.

Deus te abençoe!





quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mas onde está na Bíblia???

É comum entre os cristãos a seguinte pergunta: onde está na Bíblia?

Pensam poder encontrar na Bíblia uma listinha com "pode" e outra "não pode". Não, não é assim. São João Paulo II na teologia do corpo com apenas um versículo bíblico escreve várias catequeses que renderam páginas e páginas do livro, que para nós fica esclarecido e interpretado. "Glórias ao Senhor pela Igreja" 

Até hoje nunca deixei de achar na Bíblia uma resposta para os meus questionamentos, porém, nem sempre está descrito claramente. Por isso, contamos com a Igreja, que tem diversas catequeses, documentos, encíclicas, livros, revelações, etc... A Igreja não se cansa de nos formar. E mesmo assim tem muitos mistérios que só cabe ao Senhor, mas que talvez um dia compreenderemos.

Tem pessoas que são confrontadas em suas vontades, são instigadas à conversão e começam a relutar. Alguns dizem: "não tem nada a ver!", "onde está na Bíblia?", "não acredito em palavras de homens!", "seguirei meu coração!" E por aí vai...

É como se fosse uma idolatria de "vontades". Eu tenho vontade, então faço! E quando me encontrar com o amor de Deus e perceber que minhas vontades não são justas, começo a dar "desculpas" para não renunciar.

Nós cristãos todos os dias somos confrontados em nossas vontades. Todos os dias somos chamados a viver o novo de Deus, e isso custa, e as vezes dói.

A mudança de mentalidade não é fácil não, e se a gente não se livrar do relativismo religioso será impossível a conversão.

Bento XVI disse que o maior demônio a enfrentar é o relativismo religioso. O que é isso? É uma maneira de pensar que nega que existe uma verdade absoluta. Que somos donos da verdade e das regras, dando a sensação de liberdade.

Estamos vivendo um tempo onde somos ridicularizados por escolher a verdade, e sim ela existe! Jesus disse:
EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!
I Tim 2,4 - Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
I Tim 3,15 - A Igreja é a  coluna e sustentáculo da verdade.

O fato é: Jesus é a verdade, Deus quer que conheçamos a verdade, e quem sustenta essa verdade é a Igreja.

Tome cuidado com o relativismo religioso, não se deixe levar por um mundo que te apresenta uma falsa liberdade. Saiba que nosso Senhor é capaz de mudar até nossas vontades, e se renda a esse amor!

Se quiser me assistir falando sobre isso clique aqui.


Paz e bem...






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por que assistir novelas???

Sim! Eu era dessas... chegava em casa e assistia malhação, emendava com a novela das 6,7 enquanto passava o jornal jantava e não saia do sofá enquanto não acabava a novela das 9.
E se ficava em casa também não perdia a novela da tarde (vale a pena ver de novo).

Nem sempre eu gostava de todas, mas assistia. Por que eu assistia? Não sei. Só sei que achava legal.
Até que conheci o Padre Léo, ele denunciava o mal das novelas e muito denunciou o bbb que na época estava em sua primeira edição. Ouvia o que ele dizia, mas não conseguia ver o mal que aquilo poderia causar em mim.
Eu pensava: "sou bem decidida e madura o suficiente para não me deixar influenciar! Que mal pode haver em assistir uma história fictícia?!"
E continuava na minha rotina...

Até que comecei a ter muitos compromissos na Igreja, então "perdia" algumas novelas. Mas a que passava as 9 não perdia. Chegava da reunião, grupo de oração, Missa, e lá estava eu com os olhos na televisão contemplando aquela trama.

O Padre Léo sempre que podia falava sobre o mal das novelas, então comecei a pensar que de fato ele podia ter razão. Aí surgiu a primeira desculpa: "eu sou pregadora, como vou denunciar as coisas do mundo se não souber o que se passa no mundo? Preciso assistir para saber como denunciar!"

Sim, acredite eu pensava assim! (vergonha bateu aqui!)

Me casei, o Padre Léo se foi para eternidade, e eu continuava a assistir. De tanto ver comecei a achar normal algumas situações antes abomináveis, como por exemplo: sexo fora do casamento, divórcio, ódios e traições. E não me dava conta disso.
Sem querer torcia pelo divórcio, pois aquele marido ou esposa não merecia um cônjuge tão ruim. Me emocionava com romances totalmente distantes do que eu pregava como certo. Achava que de fato aquela vingança era merecida, e assim por diante.
O inimigo trabalhava em mim e eu não enxergava!

Até que um dia revendo as palestras do Padre Léo, vi ele divulgando um livro: "famílias restauradas"
Comprei e comecei a ler o livro que mudaria essa situação.
Minha família não precisava de profunda restauração, mas com certeza precisava mais de Deus, e entendi que nesse processo o que assistíamos tinha uma influência muito forte.
Ali o Espírito Santo começou a trabalhar em mim.

O Padre diz assim no livro:
A televisão pode vir a ser um eficiente meio de educação e uma linda fonte de cultura para toda família. Mas quando usado de modo errado, torna-se um meio de destruição e desagregação familiar. Para isso, é preciso alguns cuidados especias relacionados ao modo correto de ver televisão.
A primeira coisa que precisa ficar clara é que os filhos não podem assistir tudo o que passa na televisão. Existem alguns programas que são absolutamente proibidos para crianças, adolescentes e jovens. Alguns programas são verdadeiras aulas de degradação da dignidade humana e familiar. Ora, se o filho não aprender a ver televisão dentro de casa, onde irá aprender?
Alias, é preciso aprender a ver os programas de televisão e não a ver televisão. Quando vê televisão vê tudo e vê qualquer coisa. É preciso ter critérios para selecionar o que deve ver e o que não pode ser visto.
O ato de ligar televisão precisa ser cada vez mais consciente. Para essa consciência, é preciso distinguir duas perguntas: quero ver televisão?Ou, o que quero ver na televisão?
É preciso ter um critério de seleção. Nesse critério algumas decisões precisam estar explicitas: criança não deve ver novela, NUNCA! Sobre nenhuma hipótese. Criança não deve assistir nada que tenha qualquer relação com pornografia e violência. O inconsciente grava tudo. Grava e depois reproduz, já que não distingue o real do imaginário ou virtual.
Quando se senta diante da televisão, deve se saber porque e para que.

Se queremos restaurar nossas famílias, precisamos ter coragem de banir da nossa casa os programas de televisão que tenham atitudes grosseiras, preconceituosas, hábitos e comportamentos anti-sociais, linguagens obscenas e desrespeitosa, e tenham também aqueles em que haja a perda do sentido de autoridade, a vulgaridade e a frivolidade, o direito a condutas menos corretas, qualquer desrespeito a Deus, a sociedade e a vida.

O inimigo tem investido forte nas famílias, pois sabe que sem raiz uma planta morre. O que aprendemos na televisão, com as novelas, notícias... é que se um casamento não vai bem, a melhor saída é a separação! O divórcio tem sido gestado em nossos pensamentos e corações. Tudo começa quando eu torço por um divórcio virtual, de mentirinha, da televisão. Tudo que existe de concreto, primeiro existe como pensamento e como desejo no coração. O inconsciente não consegue distinguir o real do imaginário nem do virtual. Na família de novela não existe lugar para Deus.

Lendo o livro comecei a questionar o "porque" eu assistia. Mas não foi o suficiente, precisava de passar por uma experiência concreta.
O Ricardo é um marido maravilhoso, sem dúvida nenhuma, presente de Deus na minha vida. Mas na novela tinha um rapaz que botava meu marido no chinelo. Me lembro que na determinada cena, o homem fez um caminho de flores para recepcionar a amada e a carregava nos braços, pois ela estava tetraplégica. Ahhhhh que romântico! Nessa hora nós mulheres sorrimos diante da televisão, algumas chegam a chorar de emoção.

Até que um dia me peguei insatisfeita com meu marido. Sem querer o comparava com o galã, e olha que injusto, me via muitas vezes triste e menos amada que a tal mocinha. E isso sempre acontecia, mas o fato é que agora o Padre Léo tinha me ensinado a reparar.

Fui então convidada para pregar num grupo de oração com o tema: restauração da família. Era um grupo de maioria mulheres casadas. Fiz um roteiro com base no livro do Padre Léo, e não podia faltar o assunto: televisão.
No que eu fui falando da insatisfação que ficamos com nossa realidade diante da ficção, das frustrações e valores distorcidos percebia aquele povo concordando comigo. E no final veio uma mulher dizendo: "meu casamento quase acabou, e só hoje consegui ver a grande influência que a televisão teve. Eu achava que não havia outra saída e que no final acabaria tudo muito melhor, como nas novelas."

Aquela pregação (que eu mesma fiz) mudou definitivamente a minha vida! O Espírito Santo falou comigo e em mim de uma forma concreta completando tudo aquilo que a anos havia aprendido.
Tomei a melhor decisão: Não assistir NENHUMA novela, e com as novelas todo tipo de programa que ataca minha família foi banido da minha casa.
Faz 6 anos que não assisto nenhuma novela.

No começo parecia viciado em droga que está em abstinência, depois passei a ser chata e querer que todo mundo experimente a vida sem aquele mal, e por último entendi que não sou melhor que a pessoa que assiste, apenas tive a graça de enxergar e com certeza você também terá.
Sou muito criticada por isso, acreditem, mas não me importo. Um cristão não vive para agradar os outros, e nem tenho essa intenção.
Não é uma decisão radical, pois o centro da minha casa não é e nunca vai ser a tv.

Me lembro de um dia entrar no face e ver a polêmica de um beijo gay, e pensei: que beijo? que novela? Não tive que explicar para meus filhos e nem me indignar com cenas, pois elas não passaram aqui em casa. Tão simples!

Os benefícios dessa decisão colho aos poucos e todo dia. E não me arrependo, graças a Deus tive o apoio do meu marido, sinto que ainda precisamos melhorar... e vamos... só não vamos desistir de nossa família!

Faça também essa experiência! Vamos deixar Deus restaurar nossas famílias!


Paz e bem...


O livro do Padre Léo que cito pode ser adquirido aqui: http://loja.cancaonova.com/products/9589-livro-familias-restauradas

As novelas e a engenharia social: https://padrepauloricardo.org/episodios/as-novelas-e-a-engenharia-social




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